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O trabalho contra a corrupção teve um preço. “Em dezembro de 2004, três advogados (um deles armado) me abordaram em frente ao fórum da cidade. Eles chegaram a sacar os revólveres. Por sorte, eu estava com meu irmão. Ele os deteve enquanto eu fugi com ajuda de um amigo que estava passando de moto bem na hora. No final tudo acabou bem”, conta.
No início, a idéia da organização era “mais prosaica”: plantar árvores, conscientizar a população sobre os problemas da cidade. Mas o combate à corrupção acabou tomando todo o tempo dos integrantes da Associação. “Januária deve ser a cidade mais corrupta do Brasil. Se o dia tivesse 48 horas, podíamos passar as 48 combatendo corrupção por lá”, diz o jornalista em tom de brincadeira séria.
De acordo com Oliva, os desvios acontecem em licitações fraudadas dos mais diferentes modos: desde a combinação de preços até a
participação de empresas fantasmas. Para garantir mais transparência, a Associação criou um software que avisa empresas previamente cadastradas sobre novas licitações. Processos que antes tinham dois ou três concorrentes passaram a ter mais de dez.
A princípio a população não participava. “Nós fazíamos manifestações e as pessoas ficavam de longe, só olhando. É normal porque a maioria da população nessas cidades pequenas trabalha na prefeitura ou é parente de alguém que trabalha. E a prefeitura é o principal alvo das denúncias”, explica o jornalista.
O atual prefeito também está denunciado ao Ministério Público. Sílvio Joaquim Aguiar é acusado de desviar verbas para favorecer uma suposta amante, funcionária do único hospital da cidade. Segundo a denúncia, apresentada ao MP pela Associação, Aguiar teria inventado uma viagem de emergência para um funcionário do hospital e orientado um “laranja” a destinar os R$1.190,00 que seriam pagos como diárias de viagem para a suposta amante.
( Rede Nossa SP )

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